segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Evangelismo nos Hospitais


Introdução

Sabemos que Jesus quando visitou a casa de Pedro, encontrou sua sogra doente e a curou (Mt 8:14-17). Jesus curou vários enfermos (Mt 4:23).

Em seu sermão escatológico, o Senhor Jesus declarou que dirá aos que estiverem à sua direita: "Vinde, benditos de meu Pai, possui por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo, porque adoeci e me visitaste" (Mt 25:34-36).

À luz disso chegamos à conclusão que Jesus tinha cuidado para com os enfermos. Estava desejoso de não apenas curá-los fisicamente, mas também curá-los espiritualmente. Ao Paralítico de Cafarnaum Ele disse: "Filho, perdoados são os teus pecados" (Mar 2:5). Depois, para que os homens cressem que Ele era Deus, e tinha, portanto, poder para perdoar pecados, disse também ao paralítico: "Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa" (Mt 2:17).

 Requisitos Indispensáveis ao Evangelista

Este ponto serve para todas as lições subseqüentes que tratam da obra de evangelização, independente do grupo a ser alcançado pelas boas notícias de Deus. O evangelista precisa de possuir e cultivar os seguintes requisitos, as seguintes marcas:

1. Conversão
Só uma pessoa que já teve uma experiência da conversão pode evangelizar. Ninguém pode falar daquilo que não conhece, que não tem, que não sabe. A mulher samaritana é um exemplo de alguém que compartilha Jesus depois que teve um encontro com Ele (João 4:28,29). Paulo tornou-se um evangelista, um vaso de benção, depois que foi alcançado pela benção da salvação no caminho de Damasco (At 9:1-15).

2. Poder de Deus

Antes de sua ascensão ao céu, o Senhor Jesus Cristo disse aos seus discípulos que testemunhassem dEle em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra (At 1:6). Porém, Jesus deixou claro que eles não deveriam realizar tal missão com o poder humano, mas com o poder do Espírito Santo de Deus.

Em que Consiste a Evangelização

A evangelização consiste na obra de uma pessoa convertida e motivada pelo poder do Espírito Santo de Deus, em compartilhar, com outra pessoa não convertida as boas notícias de Deus, como o perdão e o amor de Jesus, tendo em vista sua conversão e serviço à Deus.

 Conhecendo os Regulamentos dos Hospitais

Nenhum evangelista deve procurar evangelizar nos hospitais quebrando os seus regulamentos. Há nos hospitais certas normas para visitas que devem ser observadas diligentemente pelo evangelista.

As normas dos hospitais visam o bem-estar do paciente, do enfermo, e o evangelista certamente está preocupado com o bem-estar do paciente, do enfermo a ser evangelizado. O evangelista não deseja ir ao hospital só para um desencargo de consciência, ou coisa parececida.

Os hospitais tem normas para visitas a pacientes na enfermaria, a quartos e nos centros de tratamento intensivo. Tais normas não são sem propósito, e por isso devem ser observadas.

Assim sendo, procure saber quais as normas dos hospitais de sua cidade e procure evangelizar os pacientes de acordo com as normas estabelecidas.

O Comportamento do Evangelista nos Hospitais

Ao ir a um hospital com o propósito de evangelizar, observe as seguintes sugestões:

1. Seja breve

É preferível que o enfermo peça para você voltar ou ficar mais um pouco, a ficar cansado de sua presença e agradecer a Deus por sua partida.

2. Saiba ouvir

Muitas vezes o paciente quer falar alguma coisa. Ele pode querer compartilhar alguma necessidade não apenas física, mas psicológica, moral ou espiritual. Ouça-o.

3. Não dê palpites médicos

Mesmo que você seja médico ou enfermeiro, não estará ali naquele instante como tal; quanto mais não sendo um profissional da área médica. Mesmo que o paciente lhe peça uma opinião sobre como proceder à luz de seus estado clínico, não se aventure a sugerir-lhe coisa alguma. Oriente-o sempre a conversar com o médico dele sobre o assunto.

4. Não faça promessa de cura

Nem sempre Deus cura. Deus pode curar, mas há exemplos na Bíblia de pessoas piedosas com enfermidades que não foram curadas. O Apóstolo Paulo tinha um espinho na carne (II Cor 12:7-10); O pastor Timóteo tinha problemas de estômago e freqüentes enfermidades (I Tm 5:23); O pastor da Igreja de Filipos, Epafrodito, andava doente, quase à morte (Fl 2:25-27); e Paulo acabou deixando o companheiro Trófimo doente em Mileto (II Tm 4:20).

Porque razão esses homens piedosos e dedicados não foram curados de suas enfermidades? É difícil responder, porém, uma das possíveis respostas é esta: A cura não é o fim último de Deus. Muitas vezes Deus pode ter um propósito especial com a enfermidade, e sua cura atrapalharia tal propósito (II Cor 12:7-9; João 11:14,15; 9:1-3; Sal 119:67,71; Hb 5:8). Nem sempre Deus cura, a despeito da fé daquele que ora ou do doente.

5. Deus não é sádico

Isto quer dizer que, a despeito de Deus poder usar uma enfermidade para nos ensinar alguma lição, ele não tem prazer no sofrimento do homem. Ele veio trazer vida, e vida abundante.

6. Deus usa os médicos e todos os demais recursos da medicina

A Bíblia ensina isso. Paulo tinha ao seu lado o médico Lucas, por causa de suas enfermidades (Cl 4:14; II Tm 4:11; Fl 24) Jesus, ao contar a parábola do bom samaritano, fala-nos de como Ele usou os recursos medicinais da época (Luc 10:33,34). Dessa forma, o óleo que aos presbíteros é recomendado usar em Tiago 5:14 diz respeito a um recurso medicinal, e não a um recurso espiritual.

7. Ore pelo enfermo

Peça a Deus que o cure, se for essa a vontade dEle. Mas, peça também a Deus para consolá-lo, confortá-lo e salvá-lo pela fé em Cristo Jesus. Leia a Bíblia com ele. Evite proceder como os amigos de Jó. Não procure relacionar a enfermidade com algum pecado. Selecione alguns textos para serem usados no hospital, mas não leia todos para um só enfermo. Há textos maravilhosos na Bíblia: Salmos 20; 23; 27; 32; 42; 46; Isaias 53; Jeremias 33:3; Mateus 6:34; 11:28-30; João 14:1-6; Romanos 5:1-8; 8:18-28; 8:31-39; etc. Você pode encontrar muitos outros textos.

8. Não queira fazer tudo numa visita apenas

Muitas vezes a primeira visita serve apenas para criar um elo entre o evangelista e o enfermo. Não se precipite. Creia que o Espírito Santo de Deus estará agindo enquanto você trabalhar com o enfermo como um evangelista.

 Conclusão

A visita de evangelização nos hospitais deve visar realmente ajudar o enfermo, tendo em vista seu estado físico, emocional e espiritual.

Normalmente os enfermos são receptivos à Palavra de Deus e à oração. Não obstante, seja prudente, tenha tato. Não leve o enfermo ao enfado. Não se esqueça que você deseja o bem do paciente, e não um simples desencargo de consciência.

Respeite as normas dos hospitais. Prepare-se com antecedência. Escolha um texto bíblico previamente. Se puder, leve para o enfermo alguma literatura da igreja, com o carimbo contendo endereço, horário de culto e telefone. Não fique ansioso por frutos imediatos e visíveis. Não se esqueça que um é o que planta, outro o que sega, mas Deus é quem dá o crescimento (I Cor 3:6-8).



Pr. Washington Roberto Nascimento

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